27.12.08

last but not least

no final de dezembro a chuva
e o cansaço costumam incomodar
mais que o normal – principalmente
quando molha-se as pernas em poças
e descobre-se desajeitado demais
pra meio-fios de tamanha estreiteza:
o jeito é apertar bem os olhos até
que não sobre fiapo de luz nas retinas
e atravessar a rua de ponta a ponta
(passo leve, fuga da multidão, discreta)
imaginando-se em janeiro.

Um comentário:

Edgard Profecter disse...

é a chuva, sempre ela, estranha amiga dos poetas