29.2.08

morrer na praia

areia branca, macia moldura
pro meu corpo duro.
o sol refletindo a cor sóbria
das minhas curvas,
tênuas claras curvas.
e as águas, densas e nuas
cujas ondas são leito
pro meu corpo parco:
líquido que se esvai.

Um comentário:

Gregorio disse...

lindas as imagens, excelente a estrutura do poema.