29.5.11

inverno

catarina toda vez
que sente muita saudade
tira uma fotografia
em branco e preto
da sua janela catarina
cola todas as suas fotos
nas paredes do quarto
pra preencher o espaço
que falta catarina
quando chega a noite
costuma ter calafrios
com o vento que vem
de tanta janela aberta

2 comentários:

Anônimo disse...

cumpre saber que catarina não é catarina

que não é saudade o que sente
e que a maldição não se extingue
com cheiro de papel queimado grudado na parede
oferecendo à sentinela da inexistencia
o ventre

cumpre sonhar com a volúpia deformada
figuração errante, plumada
triufante, ausente... mas enfeitada

cumpre aceitar o inverno
as pedras e a noite, o vento e o açoite
só para tentar dormir o sono do nunca
e pelo nunca deixar de ser ninguém

. disse...

Se são teus parabéns. Se não parabéns ao autor da poesia e ao dono do blog. Gostei bastante. Especialmente deste.